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C I N E M A L U S O F O N O. A Mostra de Cinema e Video Lusofono, é um projecto de exibição de cinema e vídeo filmado em portugues com vários sotaques. A Círculo Solar, produziu e tornou itInerante este projecto que com sorte um destes dias acontece numa cidade lusofona perto de si. A lusofonia é aqui. Quando os académicos e os intelectuais estabelecidos decidiram dar o completamente merecido Prémio Camões ao Pepetela, já a lusofonia vivia. Aqui. Se nas universidades e nas círculos de cultura, a lusofonia aparece como ideia difusa e como palavra dos discursos oficiais, aqui nas ruas a lusofonia é tão densa que se pode morder. A gramática portuguesa foi marinada em tamarindo, gindungo e grogue. Não há corrector ortográfico que nos possa padronizar. Aqui o padrão é a diferença. Essa riqueza é nossa. A lusofonia faz-se de solidariedades e de partilha. Esquemas solidários. Inventaram-se novos modelos. Novas culturas. Nova gramática, nova lingua, novos sabores, novos sons e novas imagens. Que a cidade e o bairro se cheguem para ver cinema.As gentes que se aproximem porque a lusofonia está pronta para ser partilhada.
U M A M Ã O C H E I A D E C H A P L I N. "Uma mão Cheia" são cinco noites de cinema, preparadas para acontecerem ao ar livre que permitem promover e divulgar o cinema através do génio de um dos seus marcos: Charles Chaplin. Um dos maiores criadores do Século XX, no cinema o máximo autor total (actor, argumentista, compositor musical, realizador, produtor!). Verdadeiro pioneiro da Sétima Arte, realizador e actor de cinema. Charles Chaplin foi um vulto incontornável das Artes do século XX e uma das mais amadas estrelas de cinema de sempre. Do maior mímico do cinema de todos os tempos, da sua obra se diz ser a síntese do melodrama romântico e da sátira social, independente e inconformista, e ao mesmo tempo cómica e sentimental. O trabalho do Charles Chaplin é intemporal e universal. Numa lógica de cinema ao ar livre o génio do Chaplin emancipa-se do cinema narrativo e vale enquanto imagem momento. Abrangente a todos os níveis entretém e enternece. O cinema de Chaplin, sobretudo o cinema mudo, fixa o espectador na próxima peripécia do herói terno do filme. Num ambiente de jardim que não tem a intimidade de uma sala de cinema, o trabalho de Chaplin permite criar novos espectadores (de bom cinema). O génio de Chaplin permite entreter e animar, formando públicos e criando melhores espectadores.
C I N C O N O I T E S D E C O M É D I A. O humor é um excelente veículo para fixar o espectador e criar públicos. Abrangente a todos os níveis, o riso entretém e enternece-se os públicos mais variados. Numa perspectiva de animação a comédia funciona como “cola-tudo” e serve para prender o espectador ocasional à tela. A ternura do Chaplin, os desencontros revisteiro do Pátio das Cantigas, o humor canalha e malandro do Beny Hill, o absurdo dos Monty Pytons e a gargalhada amarga do sarcasmo do Gutierrez Álea. Cinco filmes que não pretendem ser uma amostragem estatística da comédia mas que são, sem dúvida, cinco portas abertas para um universo de humor e criatividade.
C L Á S S I C O S C I N E M A P O R T U G Ê S. Em 1931, estreou a “A Severa” do realizador Leitão de Barros, o primeiro filme sonorizado produzido m Portugal. Desde “A Severa” até ao filme “Os três da vida airada” de Perdigão Queiroga em 1952 vai um pulinho de 21 anos em que se realizaram e produziram os filmes a que chamariam os clássicos do cinema português. O cinema português dos anos 30 e 40, demonstra uma vitalidade de produção e uma aproximação ao publico como não foi possível em nenhum outro período da nossa história filmada. Acabada esta época dourado, o cinema também ele saiu modificado. Só nos anos 60 apareceria uma nova geração de cineastas e actores. Dos anos de ouro do cinema português, escolhemos doze filmes que estamos convictos permitem ter uma visão panorâmica do que foi e de como foi a primeira geração do cinema sonoro em Portugal. Por outro lado, este cinema ingénuo e politizado enquanto “arte de regime” dá-nos hoje uma importante visão do que foram os anos 30 e 40 em Portugal. A Propaganda enquanto estrutura de enquadramento da produção artística , não esconde, antes exibe o que foi Portugal durante a implementação do Estado Novo. Também por isso vale a pena assistir a este ciclo
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