About Me
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"E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como uma criança inoportuna: um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende..."
Bernardo Soares, Livro do Desassossego
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Interests
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Poesia, pintura, ciencia (especialmente Geologia, Quimica, Fisica e Astronomia).
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Favorite Books
"O principezinho" (Saint-Exupery), "O Evangelho segundo Jesus Cristo" (Jose Saramago), "Alegria Breve" (Vergilio Ferreira), "O Perfume" (Patrick Suskynd), "O Codigo de Da Vinci" (Dan Brown), "Um pouco mais de azul" (Hubert Reeves), "Breve historia do tempo" e "O universo numa casca de noz" de Stephen Hawkin; poesia de Fernando Pessoa e seus heteronimos, Sophia de Mello Breyner, Eugenio de Andrade, Nuno Judice, Jose Regio, Alexandre O'Neill, Al Berto, Mario Cesariny, Camoes, Antero de Quental, Florbela Espanca, Mario Sa Carneiro, Almada Negreiros, Guerra Junqueiro, Jose Ary dos Santos, Manuel Alegre, Natalia Correia, Lidia Jorge, Jose Afonso, Amalia Rodrigues, Virginia Vitorino, Walt Whitman, Edgar Allan Poe, ..., ..., TANTOS TANTOS, bibliotecas deles!!!
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Favorite Quote
"Nao hei-de morrer sem saber qual a cor da liberdade", Jorge de Sena
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Journal
Foge-me pouco a pouco, a curta vida, E por caso é verdade que inda vivo; Vai-se-me o breve tempo de ante os olhos; Choro pelo passado; e, enquanto falo, Se me passam os dias passo a passo, Vai-se-me, enfim, a idade e fica a pena.
Que maneira tão áspera de pena! Que nunca ua hora viu tão longa vida Em que possa do mal mover-se um passo. Que mais me monta ser morto que vivo? Pera que choro, enfim? pera que falo, Se lograr-me não pude de meus olhos?
Ó fermosos, gentis e claros olhos, Cuja ausência me move a tanta pena, Quanta se não compreende enquanto falo! Se, no fim de tão longa e curta vida, De vós me inda inflamasse o raio vivo, Por bem teria tudo quanto passo.
Mas bem sei que primeiro o extremo passo Me há-de vir a cerrar os tristes olhos, Que Amor me mostre aqueles por que vivo. Testemunhas serão a tinta e pena, Que escreverão de tão molesta vida O menos que passei, e o mais que falo.
Oh! que não sei que escrevo, nem que falo! Que se de um pensamento noutro passo, Vejo tão triste género de vida Que, se lhe não valerem tanto os olhos, Não posso imaginar qual seja a pena Que traslade esta pena com que vivo.
Na alma tenho confino um fogo vivo, Que, se não respirasse no que falo, Estaria já feita cinza a pena; Mas, sobre a maior dor que sofro e passo Me temperam as lágrimas dos olhos, Com que, fugindo, não se acaba a vida.
Morrendo estou na vida, e em morte vivo; Vejo sem olhos e sem língua falo; E juntamente passo glória e pena. Luís Vaz de Camões
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